Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Obituário ao Amor

por O Gil, em 10.05.19

Ontem abri o jornal

E li sobre a morte

De alguém chamado Amor.

 

Nunca o conheci.

Sempre ouvi falar bem,

E o obituário longos elogios

Tecia a este estranho.

 

Lamento a sua morte.

Morte é sempre trágico,

Não a desejo a ninguém,

Muito menos aos imortais.

 

Não deixo, no entanto,

De permanecer um figurante

Na história em que o Amor

Foi a personagem principal.

 

Contaram-me uns detalhes,

Histórias belas e rosadas,

Que pouco me dizem

Por serem de um mundo paralelo.

Se pouco percebo deste mundo,

Nem sei que diga sobre os infinitos outros.

 

 

Nunca conheci o Amor.

Deve ter sido importante

Para tanto se falar dele.

 

Conheço-me a mim,

E pelo que li no jornal

Pouco tenho em comum

Com aquele a que chamam Amor.

 

Eu,

O Amor,

Seremos sempre estranhos.

Agora que morreu

Nada há a fazer.

Mais vale dizer adeus

À hipótese de o conhecer.

 

Há quem o chore,

Quem por ele peregrine,

Quem se suicide.

Eu aqui fico,

A ler o jornal.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:34



Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D


Pesquisar

  Pesquisar no Blog