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O Porquê da Prisão

por O Gil, em 05.01.15

Porque não escutar a música vinda do chão,

a água a escorrer das entranhas do coração,

a liberdade do cérebro de um ancião ?

 

Será tão improvável a revelação de uma simples situação,

tão complicado abrir os braços quando se vê algo mais que escuridão,

tão monstruoso o acto de perdoar a traição ?

 

Será tudo isto um paradoxo,

ou apenas uma deficiência de cognição ?

Seremos nós inferiores ou simplesmente incapazes de quebrar o ortodoxo?

 

Sim,
é o que somos,
pois sábios nunca o fomos,  
portanto quebrar esta jurisdição é pura fantasia vinda do nosso desejo de preservar a homeostasia,
manter a paz quando a nossa vida se torna um livro de palavras esbatidas,
e preservar a instabilidade nem que seja para salvar esta ideia de sanidade.

Assim,
e em conclusão,
vivemos da reclusão,
do habito da distanciação,
do medo da salvação,
das grilhetas da preservação,
e eventualmente,
faleceremos e cairemos dos nossos pedestais de destruição,
sem nunca descobrir o que deu luz a este medo da libertação.

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publicado às 20:03



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