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A dádiva do tempo contado

por O Gil, em 26.01.15

Segundo, minuto, hora, dia, inverso diminuto.

Passa incógnito na origem, esconde-se infinito no próprio ápice, evela-se à quarta dimensão progredindo em simultâneo no espaço, afeta o presente melancolizando os pretéritos e nunca pedindo os seus méritos.

Segundo, minuto, hora, dia, inverso diminuto.

Passivamente contestado, desnecessáriamente ignorado, é o miúdo solitário num recreio minoritário, é vitima de negação e de inconsciente rejeição, ostracizado por ser incapaz de mutação.

Segundo, minuto, hora, dia, inverso diminuto.

Entrou em depressão, em tanta duração de existência sem inicio técnico vê-se agora a meios de colapsar, embora, nem o alivio do fim lhe seja salvação, pois é impossibilitado pela sua natureza permanente cometer o pecado da cessação.

Segundo, minuto, hora, dia, universo absoluto.

Silenciou-se, por fim. Fez malas e partiu. Cansou do abuso dos seus limites e da desapreciação pelas suas capacidades de suportar existência, desvaneceu, sem nunca ninguém ter percebido a dádiva limitada do tempo que se passou.

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publicado às 21:43



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