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A dádiva do tempo contado

por O Gil, em 26.01.15

Segundo, minuto, hora, dia, inverso diminuto.

Passa incógnito na origem, esconde-se infinito no próprio ápice, evela-se à quarta dimensão progredindo em simultâneo no espaço, afeta o presente melancolizando os pretéritos e nunca pedindo os seus méritos.

Segundo, minuto, hora, dia, inverso diminuto.

Passivamente contestado, desnecessáriamente ignorado, é o miúdo solitário num recreio minoritário, é vitima de negação e de inconsciente rejeição, ostracizado por ser incapaz de mutação.

Segundo, minuto, hora, dia, inverso diminuto.

Entrou em depressão, em tanta duração de existência sem inicio técnico vê-se agora a meios de colapsar, embora, nem o alivio do fim lhe seja salvação, pois é impossibilitado pela sua natureza permanente cometer o pecado da cessação.

Segundo, minuto, hora, dia, universo absoluto.

Silenciou-se, por fim. Fez malas e partiu. Cansou do abuso dos seus limites e da desapreciação pelas suas capacidades de suportar existência, desvaneceu, sem nunca ninguém ter percebido a dádiva limitada do tempo que se passou.

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publicado às 21:43


A (des)inteligência do amor

por O Gil, em 21.01.15

No dia a dia em que sobrevivemos, maioritáriamente falhamos, depois sofremos, eventualmente conquistamos, e viciosamente um ciclo se estabelece e a inescusabilidade desse processo se percebe.

Filosóficamente é uma visão que se designa como pessimista, no entanto, considero-a mais para o realista.

Comparativamente, somos irrelevantes, grãos de areia numa praia cósmica e infinita onde consciência total é inexistente, leis deterministas são objetivamente descartadas, e O Caos e O Aleatório imperam fundamentados.

No centro, o nosso centro, o reinado ilusório é apenas o nosso, mas resume-se a uma falácia evolutiva e catástrofes sociais desmedidas.

Por consequência, obtemos o amor, tirado de um saco no processo de se decompor, repleto de incompreensões que apenas nos trazem dor.

Biológicamente irracional, o amor persiste apenas por ser natural, causando dor e instabilidade, quando inocente se torna culpado por incompetência do humano em geral. 

Deturpado e perseguido, torna-se por isso um fim nunca conseguido, quando na verdade o amor é apenas incompreendido.

Existe, no entanto, uma solução para acabar com o pranto, e essa é a de obliviar da memória a subjetividade irreal do afeto, e levar ao peito a noção de que no fundo, o amor é apenas fogo para a reprodução do mundo.

Lógicamente, está na hora de seguir em frente, cessar os truques da mente e avançar a vida como se todos fossem um individuo contente, para que na conclusão, se possa ser um com a razão.

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publicado às 18:53


O Porquê da Prisão

por O Gil, em 05.01.15

Porque não escutar a música vinda do chão,

a água a escorrer das entranhas do coração,

a liberdade do cérebro de um ancião ?

 

Será tão improvável a revelação de uma simples situação,

tão complicado abrir os braços quando se vê algo mais que escuridão,

tão monstruoso o acto de perdoar a traição ?

 

Será tudo isto um paradoxo,

ou apenas uma deficiência de cognição ?

Seremos nós inferiores ou simplesmente incapazes de quebrar o ortodoxo?

 

Sim,
é o que somos,
pois sábios nunca o fomos,  
portanto quebrar esta jurisdição é pura fantasia vinda do nosso desejo de preservar a homeostasia,
manter a paz quando a nossa vida se torna um livro de palavras esbatidas,
e preservar a instabilidade nem que seja para salvar esta ideia de sanidade.

Assim,
e em conclusão,
vivemos da reclusão,
do habito da distanciação,
do medo da salvação,
das grilhetas da preservação,
e eventualmente,
faleceremos e cairemos dos nossos pedestais de destruição,
sem nunca descobrir o que deu luz a este medo da libertação.

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publicado às 20:03


O Rio que é a Vida

por O Gil, em 05.01.15

Em tempos passados no presente vemos tudo o que é consequente,

reflexões e concretizações de homens conscientes,

mulheres diferentes,

crianças contentes,

poemas e canções nocturnas proclamadas por vizinhos indiferentes,

neste mar turvo e disperso que é esta sociedade ineficiente.  

 

 
É um meio incisivo este pelo qual somos decisivos,

nas nossas opiniões abrasivas e totalmente agressivas.

Mas que fazer para retroceder este rio com grande ímpeto que é o viver,

possuído por titãs esquecidos que a memória trouxe para remoer,

e de uma vez por todas cessar este vicio de sofrer ?

 


Pois,

é incerto,

e também o é a natureza do correto,

a mente humana que persegue o desejo,

o impulso selvagem que conduz ao bracejo desesperado por um simples beijo,

sendo que a única que o oferece,

a morte,

apenas pretende que o rio flua,

e que nós humanos nos deixemos levar,

sem nunca ver onde desagua.  

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publicado às 19:10


Façam-me o que quiserem

por O Gil, em 05.01.15

O Blog mais diverso onde o verso se torna disperso, o mundo se torna controverso, e o universo fica submerso.

Assim apresento este blog, com as palavras que irão reger o seu destino, com a esperança que este ideal de inovação e diversidade se espalhe como uma canção. Um blog onde a diversidade é uma quanta, e a ingenuídade e inexperiência proliferam.

Serão feitas críticas de filmes, partilhas de escritas minhas, pensamentos meus (na esperança que tenham alguma utilidade) e viagens e locais que mesmo não sendo muito grandes e vistosos, possam providenciar algo aos leitores.

Portanto.. façam-me o que quiserem..  

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publicado às 18:21


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